Casa Grande & Senzala

Subtítulo: Formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal

Editora:

Ano de Edição: 2005

Encadernação: Capa Dura

Nº de Páginas: 676

Notas: 50ª Edição - Edição Comemorativa

Resumo:

Casa-Grande & Senzala, publicada em 1933, mais do que uma redescoberta da nação brasileira, foi uma espécie de fundação do Brasil no plano cultural, como observou Darcy Ribeiro, tal como Cervantes havia feito em relação à Espanha, Camões a Portugal e Tolstoi à Rússia. Valorizando o papel do negro na história brasileira, exaltando a miscigenação racial, desmistificando preconceitos e reconhecendo a originalidade de nossa cultura, tipicamente tropical, o livro caiu como um meteoro nos meios intelectuais. a novidade estava tanto no pensamento do autor como na sua forma de se expressar e nos métodos utilizados na montagem da obra. a linguagem de Gilberto Freyre tinha uma irreverência desconhecida nas letras brasileiras, por vezes um tom de gozação, que chegou a provocar protestos de algumas correntes mais conservadoras. mais interessante ainda foi o material recolhido para mostrar a face autêntica do Brasil: diários esquecidos, receitas de bolos e doces, práticas quotidianas como o cafuné e a retirada de bichos-do-pé, nas quais se revelavam um exacerbado sensualismo, relações sexuais entre marido e mulher, entre sinhô e escravas, entre escravos e sinhás, raptos, o amor à higiene, os muitos banhos tomados a cada dia pelos brasileiros, fatos a que ninguém ligava importância, mas muito mais eloquentes na revelação do povo brasileiro e do Brasil como nação do que as exaltações convencionais de feitos históricos.

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